8 dicas para enfrentar os PORQUÊS

“Por que a noite é escura?”,
“Por que o cabelo do vovô é branco?”,
“Por que o avião anda no céu?”,
“Por que o caroço do abacate é tão grande?”.
Aqui em casa, estas são apenas algumas das inúmeras perguntas que já ouvi, e quem é pai ou mãe sabe, nem sempre a disposição e a paciência para dar atenção aos questionamentos dos pequenos acompanham o frenético ritmo das perguntas.
Lembro que quando o meu menino mais velho estava próximo de completar três aninhos, os porquês começaram a surgir e eu cheguei a pensar que fosse precoce aquele comportamento. Como aquele “pinguinho de gente” já poderia me cercar de tanta pergunta? Mas quando comecei a buscar informação a respeito, descobri que, de fato, ele já estava na fase em que os porquês representam uma parte essencial do desenvolvimento infantil.
Por volta dos três anos, a criança desperta a curiosidade e passa a querer entender como as coisas ao seu redor funcionam, e é neste momento em que os pais ou responsáveis precisam ter calma e paciência para esclarecer todas as suas dúvidas. Se alimentamos essa curiosidade e a vontade em compreender o mundo, levamos as crianças a uma constante busca por novas descobertas e o prazer pelo aprendizado.  Por outro lado, se ela é impedida pelo adulto a questionar, certamente perderá o interesse e o desejo em explorar coisas novas, além de se tornar uma criança insegura e com medo de se aventurar nas perguntas.
Então, mamães e papais, vamos procurar esclarecer as muitas dúvidas que cercam os nossos pequenos.
E aqui estão as 8 dicas dicas que podem ajudar nesta fase:
– Esteja disposto a ouvir a criança e não subestime, ignore ou critique os seus questionamentos, por mais simples ou absurdos que possam parecer. Quanto mais incentivada a dialogar, mais segura ela se tornará.
– Seja honesto e fale sempre a verdade, pois a mentira tende a desestimular a criança, além de fragilizar a relação de confiança que ela busca estabelecer com você.
– Nem sempre temos respostas prontas para dar. Não tem problema! Diga que não sabe e que vai pesquisar sobre o assunto para depois responder. Só não vale esquecer!
– Responda apenas o que for perguntado e de forma clara e objetiva. Falar demais para uma criança de 3 ou 4 anos pode apenas deixá-la confusa, especialmente se a pergunta for repetida várias vezes (o que é muito comum). Isso evita que você se perca e dê respostas diferentes para uma mesma pergunta.
– É fundamental manter a paciência e a tranquilidade para responder.
– Devolver a pergunta para a criança é uma opção e uma forma de incentivar que ela reflita e formule a sua resposta. Utilizar desse recurso nos momentos em que a criança se recusa a obedecer também pode fazê-la compreender melhor a situação.
– Aproveite esse momento e estimule a curiosidade da criança.
– Se seu filho procurou você para esclarecer as dúvidas é porque ele confia em você. Aproveite e cultive esta oportunidade!

porquepost2Por Ana Paula Piedade



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