Papai noel existe?

Estava ouvindo a versão ampliada da Rosely Sayao e Thais Dias na Radio bandnews fm, sobre o papai noel e me inspirou a conversar no blog sobre o assunto.

Como somos famílias cristãs – Eu e a Ana – temos o conceito claro e já falei que papai noel não substitui Deus. No natal pedimos a Deus e mandamos uma carta para o papai noel, se Deus liberar, o bom velhinho entrega! É importante que fique claro o conceito para os pequenos, que o papai noel só entrega com a permissão de Deus. Quando muito pequenos esse conceito pode não ser muito fácil compreender, mas com o passar dos anos, vai se esclarecendo a “hierarquia” da brincadeira.

E vou te falar, aproveite enquanto a brincadeira estiver divertida, se vista mesmo de papai noel, deixe recadinhos, faça presentinhos lindos, é interessante nutrir o imaginário da criança. Vamos deixar as crianças curtirem essa “magia” do natal. Claro que forçar a sentar no colo do velhinho, ou chegar muito perto à força não é diversão, vou confessar que os meus nunca foram muito amigos do bom velhinho que veem no shopping e a Rosely comentou isso na coluna, às vezes o que eles veem personificado não combina com a ilusão que tem em sua cabecinha. Isso é natural, normal, alguns pegam o pirulito e saem correndo, ou entregam seu bilhete e forçam um sorrisinho na foto, enfim… cada um reage de uma forma.

Nunca esqueço o dia que o meu pequeno, já desapegando da ideia do papai noel, viu na minha lista de contatos do celular o nome NOEL – ele me olhou surpreso e perguntou:
– Mãe você tem o telefone do papai noel?
Claro que entrei na brincadeira e falei que, era um segredo e que ele não poderia ter visto, mas que o papai noel não atendia fora do período do natal, e que só usava aquele número para emergências, enfim.. algo do tipo. Mas na verdade Noel era o nome do moço que fazia trabalhos elétricos em casa.

Mas, quando a criança começa a perguntar sobre a existência do papai noel, é um sinal que a fantasia está acabando

não se desespere, ele está crescendo …

Por aqui a ideia que tive foi conversar fazendo analogia com personagens do folclore, ou seja, não acho que se deva deixar a sensação na criança que foi enganada por todos esses anos, mas que ele se envolveu na brincadeira e que foi divertido. Isso com o primeiro filho, porque com o segundo… a fantasia acaba muito cedo!

O filho maior nutre a brincadeira por mais tempo, quando ele se dá conta, ele mesmo trata de comentar com o pequeno, fica zoando chamando de bebezinho, as vezes há choro, brigas, enfim… não deve ser fácil desapegar do bom velhinho, mas essa transição deve ser leve e devemos respeitar, e também ensinar ao maior a esperar o tempo do menor.

Tenham todos um natal de paz, alegria lembrando do primeiro presente que tivemos que foi o menino Jesus, esse sim pode trazer para nós dias felizes.

by @crisavelar

 

 

 

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